O mercado financeiro brasileiro enfrentou uma segunda-feira de forte instabilidade, impulsionado por um cenário externo adverso que elevou a cotação da moeda norte-americana ao seu maior patamar desde o final de março.
Cotação do dólar e cenário cambial
O dólar comercial registrou alta de 0,83% e encerrou negociado a R$ 5,226. O movimento refletiu o ambiente de aversão ao risco global, com investidores migrando para ativos mais seguros diante do avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e de incertezas geopolíticas.
A alta das taxas em economias avançadas estimula a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. No cenário interno, investidores também acompanharam os desdobramentos das eleições presidenciais e os dados econômicos divulgados pelo Banco Central.
Impacto nos investimentos e contas externas
O Banco Central informou que o país registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões no período.
No boletim Focus, a projeção mediana para o câmbio no fim do ano manteve-se em R$ 5,20. Por outro lado, a estimativa para a inflação subiu, refletindo o momento econômico desafiador.
Desempenho da bolsa de valores
O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas. A retração acompanhou o desempenho negativo das bolsas em Nova York, com o índice S&P 500 registrando queda de 0,77% no dia.
Apesar da sequência negativa recente, o principal índice da bolsa brasileira ainda sustenta ganhos acumulados tanto no mês quanto no resultado anual consolidado.
Mercado de commodities e petróleo
O petróleo fechou em alta, sustentado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, além de gargalos logísticos no Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent subiu 0,40%, cotado a US$ 97,83, enquanto o WTI avançou 0,21%, para US$ 92,60.
As cotações reduziram os ganhos mais fortes registrados no início do dia após notícias sobre possíveis avanços diplomáticos e a retomada das operações de exportação em oleodutos da Arábia Saudita, embora a cautela continue predominando entre os investidores globais.







